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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Volatilidade americana



Também por lá, um pico na volatilidade, indicando um pico também no pessimismo do mercado, sem o qual se imagina que as baixas não acabem...

Corretoras internacionais, às 15:26 h

Mais uma vez, saldos modestos em geral e muito giro. Vendedores - R$ 149 MM (Morgan Stanley - 104, as ações da matriz americana perdem 20% até agora...) e compradores + R$ 115 MM (Credit Suisse + 61), deixando um saldo vendedor de - R$ 34 MM.

Abertura

A crise das instituições financeiras americanas, depois do mini crash de ontem, continua a derrubar os mercados, pela baixa acentuada nos papéis de companhias ligadas até indiretamente ao setor. Os bancos Centrais de todo o mundo despejam liquidez, mas os investidores continuam assustados e até revoltados com fatos que só agora vão sendo divulgados. No Japão, onde foi feriado ontem, o Nikkei225 perdeu 4,95%. Na Europa, o Stoxx50 das blue chips vai recuando 3% e os futuros americanos perdem em torno de 1%, até o momento. As comodities em geral estão em baixa e o dólar cede um pouco entre as moedas, na medida em que a corrida pelos títulos federais trouxe a taxa de 10 anos para 3,33% a.a. Por aqui, o Fut. Outubro perde cerca de 1,6% com volume alto. Ontem, foi um dia de pânico, por mais que a crise pouco nos afete; é que entre os principais vendedores estavam justamente instituições estrangeiras que estão em dificuldades (e que estão derrubando a Bovespa há meses...). A volatilidade calculada afinal vai marcando a possibilidade da formação de um fundo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fechamento (futuro)


Abrindo com forte gap para baixo, pelo noticiário americano, o índice ainda tentou uma recuperação no meio do dia, mas com o peso do exercício de opções, que deixou muito papel na mão dos financiadores, acabou voltando a cair para fechar em torno das mínimas do dia. Muita venda veio justamente de instituições estrangeiras que estão na berlinda. Pouco da crise afeta o Brasil, a não ser dessa forma bem indireta. Os indicadores nem cairam a mínimos, o que deixa espaço para mais queda amanhã, apesar do inusitado da situação, que admite fatos excepcionais.

Corretoras internacionais, às 13:46 h

Por enquanto, estão de novo mais no giro, nos saldos há mais vendedores ( - R$ 175 MM, Merrill Lynch -85) que compradores (+ R$79 MM, Credit Suisse + 43), com um saldo vendedor de - R$ 96 MM.

Capitulação


Com a alta da volatilidade, a capitulação pode afinal estar acontecendo.

Abertura

A primeira fase da solução dos problemas das instituições financeiras americanas começou a ser implementada neste fim de semana com a concordata do Lehman Brothers (a ser vendidomais adiante), a compra da Merrill Lynch pelo Bank of America e a possível capitalização da seguradora AIG; isso deve marcar o fim da expansão das corretoras de valores como bancos de investimentos, começada há 50 anos, A primeira reação dos mercados, em razão da atual etapa do ciclo está sendo de pânico, praticamente todos os mercados estão em baixa (sobem os metais preciosos e o yen, mesmo com o feriado no Japão...): na Europa, o Stoxx50 das blue chips está despencando quase 5% e os futuros americanos cerca de 3,5% até o momento. Por aqui, o Fut. Outubro perde cerca de 5,7% com enorme volume negociado. Nessas ocasiões, a baixa ocorre ao início dos trabalhos, com os compradores fazendo aumentar a diferença entre as ofertas de compra e de venda e diminui ao longo do dia, na medida em que os fatos vão sendo analisados. A surprêsa negativa vem da expectativa que havia de que o Lehman Brothers seria negociado ainda no fim de semana, mas isso pode ocorrer a qualquer momento.

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